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ADITIVOS NOS CIGARROS: A caminho da decisão final

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novembro 21, 2017 by Victoria Rabetim

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Amanhã, 22 de novembro, o Supremo Tribunal Federal dará continuidade ao julgamento da ação direta de inconstitucionalidade em que a Confederação Nacional da Indústria questiona a validade de norma da Agência Nacional de Vigilância Sanitária que proíbe o uso de alguns aditivos em produtos de tabaco (ADI 4874). O caso já esteve seis vezes na pauta do STF e, em 9 de novembro, teve início o julgamento da questão, que vai decidir se os aditivos, que tornam os cigarros mais palatáveis, serão proibidos ou não.

 

Os aditivos em cigarros foram proibidos em 2012 no Brasil, por meio de norma da Anvisa (RDC 14/2012), após mais de dois anos de debates intensos, audiências públicas, ampla participação da sociedade civil, inclusive da indústria do tabaco, e estudos da área técnica daquela agência. Entretanto, a norma não chegou a entrar em vigor, em 2013, devido a uma liminar concedida pelo STF em ação proposta pela Confederação Nacional da Indústria.  Desde então, aguarda-se o julgamento dessa ação.

 

MOBILIZAÇÃO

Ao longo deste período, muitas ações de comunicação e mobilização da ACT e parceiros têm sido realizadas. Destacamos alguns artigos de opinião pela proibição dos aditivos publicados por reconhecidos nomes na área de saúde, política e direito como Dráuzio Varella, José Gomes Temporão, Jarbas Barbosa, Tânia Cavalcante, Vera Luíza da Costa e Silva, José Serra, Marcelo Neves, Virgílio Afonso da Silva, além de  vários artigos da ACT.

 

Estudos e pesquisas foram realizados e cartas de mobilização foram enviadas pelas sociedades médicas, organizações nacionais e internacionais pressionando decisores-chave e formadores de opinião, e, mostrando  evidências que comprovam o poder dos aditivos em atrair novos consumidores como jovens e crianças, assim como a constitucionalidade do papel da Anvisa e do Estado em regulamentar este tipo de produto.

 

Na área de campanhas e eventos de mobilização foram realizados eventos de rua, como o flashmob “Cigarro não é bala”, vídeos com depoimentos de jovens e de pessoas que começaram a fumar com cigarros de sabores, como o testemunho de Verónica Hugues, filha do escritor Eduardo Galeano, que iniciou o fumo com cigarros mentolados, e, infelizmente, veio a falecer por câncer de pulmão potencializado por anos de tabagismo.

 

Diversas campanhas em mídias de massa e nas redes sociais vem sendo realizadas chamando a atenção da população da importância da proibição dos aditivos. Anúncios foram veiculados na tevê, rádios e jornais, assim como campanhas de redes sociais como a recente #SaborQueMata realizada em parceria com outros países da América Latina que também estão discutindo o assunto. Todas essas ações colaboraram na obtenção de quase 50 mil assinaturas através de petição online.

 

São muitas pessoas, organizações, personalidades que pedem ao STF que a decisão seja favorável à saúde pública e não aos interesses de uma indústria que causa doenças e mortes.

 

Pela proibição dos aditivos nos cigarros. Vamos acompanhar a sessão amanhã e torcer!


Um maço de cigarro ao dia produz 150 mutações no pulmão por ano

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novembro 7, 2017 by Monica

Fumar um maço de cigarros por dia provoca, em média, 150 mutações por ano nas células pulmonares, segundo investigadores que identificaram vários mecanismos pelos quais o fumo danifica o DNA.

O estudo, publicado nesta quinta-feira (3) na revista “Science”, avalia com precisão –pela primeira vez– os devastadores efeitos genéticos do cigarro, e não apenas para os pulmões, mas também para outros órgãos que não estão diretamente expostos ao fumo.

Estudos já revelavam que o cigarro contribui com ao menos 17 tipos de câncer, mas até o momento não se havia estabelecido como o fumo provocava estes tumores, destacam os pesquisadores do britânico Wellcome Trust Sanger Institute e do americano Los Alamos National Laboratory.

O maior número de mutações genéticas causadas pelo tabagismo se observou no tecido pulmonar, mas outras partes do corpo também apresentaram alterações do DNA que explicam como fumar causa diferentes tipos de câncer.

O cigarro contém mais de 7 mil substâncias químicas diferentes, das quais mais de 70 são cancerígenas, destacam os pesquisadores, assinalando a complexidade das interações do fumo com o organismo.

“Este estudo aporta novos elementos sobre os diferentes mecanismos pelos quais o fumo provoca o câncer”, destaca Ludmil Alexandrov, do Los Alamos National Laboratory, um dos principais autores do trabalho.

“Já dispúnhamos de muitos dados epidemiológicos sobre um vínculo entre o fumo e o câncer, mas agora podemos observar e determinar o número de alterações moleculares do DNA provocadas pelo hábito de fumar”.

“Concluímos que as pessoas que fumam um maço por dia têm, em média, 150 mutações genéticas adicionais a cada ano em seus pulmões, o que explica por que motivo os fumantes têm um maior risco de desenvolver câncer de pulmão”, destaca o cientista.

Para esta primeira análise ampla do DNA relacionando o fumo ao câncer, os pesquisadores examinaram mais de 5 mil tumores, comparando os cânceres similares de fumantes e não fumantes.

Assim, encontraram características moleculares específicas no DNA dos pulmões de fumantes e determinaram seu número nos diferentes tumores.

Os pesquisadores concluíram que o fumo provoca um número significativo de mutações genéticas adicionais nas células pulmonares.

Em outros órgãos, o estudo revelou que um maço de cigarros por dia produz, em média, 97 mutações a mais por ano no DNA da laringe, 39 na faringe, 23 na boca, 18 na bexiga e 6 no fígado.

O estudo revela ao menos cinco processos distintos pelos quais o DNA é danificado pelo tabagismo, e o mais comum se encontra na maioria dos tipos de câncer.

Para o professor Mike Stratton, do Wellcome Trust Sanger Institute, “este estudo também revela que o processo pelo qual o cigarro provoca um câncer é mais complexo do que se pensava”.

“Na realidade não entendemos completamente as origens subjacentes de muitos tipos de câncer”, disse Stratton, assinalando outras causas ainda pouco conhecidas, como a obesidade.

Mas este trabalho sobre o DNA em tumores cancerosos poderá fazer avançar a pesquisa e ajudar em uma maior prevenção de qualquer forma de câncer, avaliou o professor Stratton.

“Sequenciar o genoma de cada câncer proporciona assim uma espécie de registro arqueológico” no DNA, exposto aos diferentes fatores que contribuíram para as mutações genéticas responsáveis pelo tumor.

Fonte: Folha, 4/11/2017
http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2016/11/1829319-um-maco-de-cigarro-ao-dia-produz-150-mutacoes-no-pulmao-por-ano.shtml


STF adiou mais uma vez a decisão

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agosto 23, 2017 by Monica

Esperamos o voto pela Saúde!

Aditivos


ODS 3 – A saúde em foco

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julho 17, 2017 by Victoria Rabetim

Nova York – Nesta semana em que acontece o Foro Político de Alto Nível sobre o desenvolvimento sustentável, em Nova Iorque, estão sendo realizadas sessões de discussão e revisão dos objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) que foram priorizados neste encontro, a saber: ODS 1, 2, 3, 5, 9, 14 e 17.

No dia 12 de julho foi realizada a revisão de implementação do ODS 3, que visa assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas e todos, em todas as idades. Diversos países se manifestaram destacando o que vêm sendo feito, mas principalmente apontando o que ainda precisa ser alcançado.

A saúde enquanto conceito amplo está ligada a diversos outros objetivos de desenvolvimento sustentável, sendo considerado um tema central e transversal na Agenda 2030. É importante compreender a interrelação e interdependência dos ODS, uma vez que o propósito é avançar em todas as áreas, sem deixar ninguém para trás.

Indicadores como mortalidade materna e infantil, HIV e malária apresentaram redução nos últimos anos, mas disparidades permanecem e em alguns países as taxas ainda são elevadas. Saúde com equidade é ainda um desafio a ser enfrentado por meio de múltiplos e constantes esforços.

O acesso à sistemas universais de saúde pela população deve ser uma prioridade para os países. O alto custo de medicamentos ou serviços de saúde inviabilizam que todos possam se beneficiar dos avanços alcançados no setor. Determinantes sociais e comerciais impactam na saúde mundial e precisam ser discutidos.

A prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis, doenças que mais matam atualmente, como as doenças cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas, deve ser intensificada globalmente. Políticas efetivas precisam ser implementadas para que se reduza seu impacto na saúde pública.

A cooperação multisetorial, em âmbito nacional e internacional, é considerada fundamental mas também um desafio uma vez que requer um intenso trabalho de articulação e monitoramento. A perspectiva de gênero vem sendo incluída em todos os debates e muito ainda se tem a avançar em relação a temas como saúde reprodutiva e sexual, violência contra mulheres e empoderamento de jovens.

Todos estes pontos remetem a questões estruturais que devem ser o foco das discussões quando se fala em alcançar um desenvolvimento sustentável para todos e todas. Implicam em reflexões sobre o modo como nos relacionamos, consumimos e lidamos com a saúde. Mudanças como estas exigirão investimento adequado e compromisso global.

Aqui se espera que este compromisso seja reafirmado explicitamente pelos países através de uma declaração conjunta ao final do evento, e mais do que isso, que todos os debates realizados e declarações de intenções sejam norteadores de ações efetivas na implementação dos ODS. Nesta reunião de revisão do ODS3, o Brasil infelizmente não se pronunciou. Como mostrou o Relatório Luz do GTSC para Agenda 2030[1], vivemos um período de enormes desafios e é urgente que esta agenda seja priorizada no país.

[1] http://bit.ly/Síntese2030

 

Por Monica Andreis


Cigarros com sabores #SaborQueMata

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junho 5, 2017 by Monica

Conheça a história de Verónica Hughes, médica e filha do escritor Eduardo Galeano, que começou a fumar cigarros mentolados quando era adolescente.
Infelizmente, ela faleceu em fevereiro deste ano, devido um câncer de pulmão provocado pelo tabagismo.

Veronica nos deixou este ultimo depoimento em vídeo. Queria alertar as pessoas sobre o tabagismo e no vídeo conta como iniciou a fumar com cigarros saborizados.
Sabores em cigarros aumentam sua atratividade e facilitam a iniciação por jovens.

Vejam o video e apóiem a campanha para que o STF decida em favor da saúde, assinando a petição online:
http://saborquemata.org


CURSO DE ADVOCACY E POLÍTICAS PÚBLICAS

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abril 20, 2017 by Monica

Participe!
O curso ministrado pela ACT é focado em discutir o que é advocacy e como a sociedade civil pode contribuir para a formulação e execução de políticas que visem o interesse coletivo.
O advocacy interessa diretamente às organizações do Terceiro Setor e aos pesquisadores que objetivam provocar mudanças na sociedade a partir de políticas públicas nas áreas da saúde, meio ambiente, direitos humanos, infância e adolescência, educação, direito do consumidor, trabalho, entre outras.
O treinamento tem o objetivo de capacitar profissionais para a prática do advocacy com base em experiências nacionais e internacionais de êxito em diferentes áreas, com o uso de material multimídia, exercícios em grupo e troca de experiências.

Data: 01/06/2017
Local: Auditório Engº João Francisco Zeppelini – São Paulo
Para mais informações acesse: http://www.dialogosocial.com.br/advocacy-s351-1.html


Controle do Tabaco e Desenvolvimento

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março 3, 2017 by Monica

Um estudo denominado A Economia do Tabaco e Controle do Tabaco, do Instituto Nacional do Câncer do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, em colaboração com a Organização Mundial de Saúde, analisou diversos aspectos relacionados ao custo do tabagismo e impacto no desenvolvimento.

As doenças causadas pelo tabagismo representam US$ 422 bilhões em gastos em saúde anualmente, representando quase 6% dos gastos globais com saúde. Fumar causa perto de 6 milhões de mortes por ano – mais do que as mortes por HIV/Aids, tuberculose e malária combinados. E o custo econômico total do tabagismo ​após a inclusão das perdas de produtividade por morte e invalidez é de mais de US$ 1,4 trilhão por ano – equivalente em magnitude a 1,8% do PIB anual mundial.

Globalmente, a carga de saúde pública e econômica do tabaco é cada vez mais suportada pelos países de baixa e média renda, e não pelos de alta renda. Nos países ​de ​baixos e médios​ ingressos econômicos​, o fardo é mais difícil para as populações pobres e vulneráveis ​​que menos podem pagar ​pelos cuidados​ à saúde​. Embora o uso do tabaco tenha diminuído na maioria dos países de alta renda, tem ​permanecido​ estável ou​ mesmo​ aumentado em muitos países de baixa e média renda.

Atualmente, mais de 80% das mortes globais por câncer, diabetes, coração e doença pulmonar ocorrem em países de baixa e média renda, e essa disparidade provavelmente crescerá com base nos atuais padrões de uso do tabaco. Além disso, lidar com doenças relacionadas ao tabaco retira atenção e recursos de outras prioridades de saúde urgentes, limitando a capacidade de responder a doenças epidêmicas, construir sistemas de saúde sustentáveis e fornecer às pessoas serviços básicos de saúde. Uma comunidade que reduz seu consumo de tabaco é mais saudável e mais próspera.

A Agenda de Ação de Addis Abeba sobre o Financiamento para o Desenvolvimento reconhece que “as medidas fiscais e sobre os preços do tabaco podem ser um meio eficaz e importante para reduzir o consumo de tabaco e os custos dos cuidados de saúde e representar um fluxo de receitas para o desenvolvimento em muitos países”. A implementação da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco é uma das metas do Objetivo Três do Desenvolvimento Sustentável: promover a vida saudável e o bem-estar de todas as pessoas de todas as idades. A economia do controle do tabaco afeta nossas vidas diárias, nossas comunidades e nossas economias. O controle do tabagismo faz sentido não só do ponto de vista econômico e de saúde pública, mas também ​sob uma perspectiva de desenvolvimento sustentável.

Fontes:
https://blogs.worldbank.org/health/tobacco-control-saving-lives-and-driving-development
https://cancercontrol.cancer.gov/brp/tcrb/monographs/21/index.html


3° Curso a Distância em tabagismo

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janeiro 31, 2017 by Monica

EAD


1,1 bilhão de fumantes no mundo

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janeiro 19, 2017 by Monica

Você está entre eles? Ou não faz parte desta estatística?
Segundo o novo relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde, 4 entre 5 fumantes vive em países de baixa ou média renda. O uso do tabaco está mais concentrado em populações mais vulneráveis.
Ocorrem hoje 6 milhões de mortes ao ano no mundo relacionadas ao tabagismo, e este número deve subir para 8 milhões em 2030.

Enquanto todo o impacto fica com a sociedade, famílias e os próprios fumantes, a fabricante britânica de cigarros British American Tobacco (BAT), que controla a Souza Cruz, anunciou que vai comprar o controle da rival norte-americana Reynolds American por uma bagatela de cerca de US$ 50 bilhões, com o objetivo de se tornar líder nos EUA e no mercado de cigarros eletrônicos. Continuam lucrando a rodo.

Fontes:
Acesso ao relatório: http://www.who.int/tobacco/publications/economics/nci-monograph-series-21/en/
Notícia: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/01/1850478-dona-da-souza-cruz-compra-fabricante-do-cigarro-camel-por-us-494-bi.shtml?cmpid=compfb


Fim de Ano

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dezembro 22, 2016 by Monica

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