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17 mil pessoas não ouvidas pelo CONAR

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agosto 15, 2016 por Monica

Lamentamos a decisão do CONAR de arquivar o processo contra a campanha “Imposto Cresce, Crime Agradece”. Além de inúmeras reclamações feitas por consumidores ao CONAR, cerca de 17000 pessoas já se manifestaram contra a campanha em abaixo assinado na internet.

O Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade, que tem entre seus associados duas das maiores indústrias de tabaco no Brasil, Souza Cruz e Phillip Morris, assina a campanha contra o aumento de preços e impostos dos cigarros, que foi veiculada no horário nobre da tevê. É uma clara tentativa de desinformar a população, colocando em cheque a medida mais eficaz para redução do consumo de cigarros, especialmente entre jovens e populações de menor renda: o aumento de preços e impostos. A ilegalidade deve ser combatida sem dúvida alguma, mas por meio de instrumento apropriado, como o Protocolo para eliminação do comércio ilegal de produtos de tabaco, que prevê uma série de medidas integradas para combate ao contrabando.

No dia 11 de agosto foi realizada a reunião que julgou as denúncias recebidas contra a propaganda veiculada desde maio. Apesar dos argumentos fortes e baseados em evidências apresentados pela ACT, que esteve presente ao evento, o órgão decidiu que não foram encontrados fundamentos para a manutenção das reclamações e arquivou o caso.Lembramos que na época que se discutiu a proibição da propaganda de cigarro, o CONAR foi um dos grandes opositores da medida. Foi-se um dos últimos suspiros de esperança de algum grau de efetividade deste órgão.

A ANVISA ainda pode se manifestar sobre o caso, assine a petição por meio do link:
https://www.change.org/p/anvisa-propaganda-sobre-cigarro-na-tv-retire-do-ar-o-an%C3%BAncio-da-ind%C3%BAstria-do-tabaco


Fumo na adolescência

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junho 29, 2016 por Monica

A maior parte dos fumantes experimenta fumar e se torna dependente de cigarro ainda na adolescência. Por mais que tenhamos mais informação circulando, mais restrições ao fumo, ainda é este público que acaba cedendo à tentação de experimentar e coloca seu primeiro cigarro na boca.

Pesquisa recentemente divulgada no Brasil mostra que 1,8 milhão de adolescentes de 12 a 17 anos já usaram, pelo menos uma vez, o produto derivado do tabaco. São 18,5% os adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos que já experimentaram cigarro, constatou o Erica – Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes, pesquisa inédita realizada pelo Ministério da Saúde e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em parceria com 33 instituições de ensino superior*.

E os preferidos dos jovens são os cigarros com sabor. Que deveriam já estar proibidos no Brasil, mas devido a uma liminar obtida pela indústria no STF continuam no mercado. E se aprimoram, juntando mais de um sabor no mesmo produto, ou criando um mix de sabores, que mascaram a realidade do tabaco. Em setembro devem se completar 3 anos que a ANVISA proibiu a adição de sabores nos cigarros e a Ministra Rosa Weber, por meio de uma liminar, impediu que a norma entrasse em vigor. Enquanto isso, o mercado de saborizados cresce, e os jovens continuam a ser fisgados para o consumo de cigarros.

* Fonte:http://www.jornalfloripa.com.br/emcimadahora/site/?p=noticias_ver&id=53110


Propaganda sobre cigarro na TV? Não ao retrocesso

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junho 15, 2016 por Monica

O Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade, que tem entre seus associados duas das maiores indústrias de tabaco no Brasil, Souza Cruz e Phillip Morris, lançou uma campanha contra o aumento de preços e impostos dos cigarros no horário nobre da tevê. É uma clara tentativa de desinformar a população, colocando em cheque a medida mais eficaz para redução do consumo de cigarros, especialmente entre jovens e populações de menor renda: o aumento de preços e impostos. É simples, quando mais caro o produto, mais difícil o acesso. E assim deve ser porque comprovadamente o cigarro causa forte dependência, mais de 50 doenças e risco de morte.
O aumento da tributação de cigarros está previsto na Convenção Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), tratado da OMS, assinado pelo Brasil e mais 180 países. Estudo do Banco Mundial, divulgado em 2012, indica que o aumento de 10% no preço do cigarro é capaz de reduzir em cerca de 8% o consumo em países de renda média como o nosso. No Brasil, impostos mais altos contribuíram em cerca de 50% da queda da prevalência de fumantes que ocorreu entre 1989 e 2010.
O cigarro brasileiro ainda é um dos mais baratos do mundo. E os custos do tabagismo para a saúde são bem maiores do que se arrecada com impostos. Também ficamos preocupados ao ver que, após 16 anos de proibição de anúncios na TV, o cigarro voltou a ganhar destaque. Por isso, queremos que a Anvisa tome medidas para retirar o conteúdo do ar.
O contrabando é prejudicial a todos e deve ser combatido, mas este argumento não pode ser usado para evitar a adoção de importantes medidas de saúde pública no Brasil. A solução para o contrabando é o Protocolo para Eliminação do Mercado Ilícito dos Produtos de Tabaco, que tramita no Poder Executivo. A sociedade civil pressiona para que o governo ratifique o protocolo e coloque em prática suas diretrizes. A proposta está de acordo com a CQCT e traz o reconhecimento dos países signatários de que a eliminação de todas as formas de comércio ilícito de produtos de tabaco – como o contrabando, a fabricação ilícita, a falsificação são componentes essenciais para o controle do tabagismo.
Assine vc também a petição para retirada deste comercial do ar:
https://www.change.org/p/anvisa-propaganda-sobre-cigarro-na-tv-retire-do-ar-o-an%C3%BAncio-da-ind%C3%BAstria-do-tabaco


Fumo na gravidez altera DNA do feto

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maio 3, 2016 por Monica

Estudo publicado pela revista “The American Journal of Human Genetics” revelou que fumar durante a gestação modifica o DNA do feto.
Em um questionário, as mães tiveram que responder se fumaram frequentemente, ocasionalmente ou nada durante a gravidez. Em seguida, uma equipe internacional de pesquisadores analisou o DNA de 6.685 recém-nascidos e o comparou com o consumo de tabaco de suas mães, em um dos estudos mais completos já realizados sobre este tema.

Os cientistas, que conseguiram mostras do DNA dos bebês através do sangue do cordão umbilical, identificaram nos filhos das mães fumantes 6.073 pontos onde o DNA tinha sido modificado se comparado aos bebês de mães não fumantes. Além disso, determinaram que essa coleção de genes está relacionada ao desenvolvimento dos pulmões e do sistema nervoso, com cânceres vinculados ao tabagismo e com defeitos de nascimento, como o lábio leporino.

“Já sabíamos que o lábio leporino está relacionado ao fato de fumar durante a gestação, mas ainda não sabemos por que. A modificação química do DNA talvez esteja envolvida de alguma maneira nesse processo”, explicou Sthepanie London, a principal autora do estudo e médica dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH).

Os próximos passos nesta investigação serão novas análises genéticas para compreender melhor como as remodelações químicas do DNA podem influir no desenvolvimento da criança e em futuras doenças.

Fonte: saude.terra.com.br


Fiocruz lança observatório para analisar estratégias da indústria do tabaco no Brasil

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abril 8, 2016 por Monica

O Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz (Cetab/ENSP/Fiocruz), lançou em parceria com a Comissão Nacional para a Implementação da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco no Brasil (Conicq), a União Internacional contra a Tuberculose e Doenças Respiratórias (The Union) e a Aliança de Controle do Tabagismo (ACT), o Observatório das Estratégias da Indústria do Tabaco, que disponibiliza informações técnicas e documentos que evidenciam as táticas utilizadas por empresas de tabaco para impedir ou postergar restrições ao fumo e evitar a plena implementação da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco no Brasil.

O Observatório é a primeira plataforma digital, desenvolvida por uma instituição pública da área da saúde com objetivo de informar a população, formadores de políticas e profissionais da academia sobre o tema.
O site brasileiro foi inspirado na plataforma Tobacco Tatics, criado pela Universidade de Bath, que fez o mesmo no Reino Unido.

Acesse: http://cetab.ensp.fiocruz.br/index.php/P%C3%A1gina_principal


Cigarro – é melhor largar de uma vez ou aos poucos?

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março 15, 2016 por Monica

Estudo mostra mais sucesso por quem tenta um abandono abrupto do que por quem busca uma saída gradual do vício

Muitos fumantes que querem largar o cigarro preferem uma abordagem gradual, reduzindo o consumo antes de parar em um dia previamente designado. A melhor estratégia, no entanto, é marcar uma data e deixar de fumar de forma abrupta, aponta estudo de pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, publicado nesta segunda-feira no periódico científico “Annals of Internal Medicine”.

Para a análise, que confirma a recomendação da maior parte dos especialistas de que mais vale largar o cigarro logo do que tentar fumar cada vez menos, os cientistas liderados por Nicola Lindson-Hawley recrutaram 697 fumantes que expressaram o desejo de lutar contra o vício. Eles foram divididos em dois grupos: o de “cessação abrupta”, que marcou um dia e deixou de fumar totalmente na data estipulada; e o de “cessação gradual”, que também marcou um dia, mas gradualmente reduziu seu consumo nas duas semanas anteriores à data estipulada. Além disso, ambos grupos receberam aconselhamento e tiveram acesso a terapias de substituição de nicotina, como adesivos, chicletes e sprays bucais.

Uma vez passada a data determinada para largar o cigarro, os pesquisadores avaliaram o desempenho dos dois grupos nas quatro semanas seguintes, assim como seis meses depois. Além de perguntarem como estavam enfrentando a situação, os cientistas mediram a quantidade de monóxido de carbono que eles expiravam, um forma objetiva de verificar se de fato não estavam fumando.

Ao fim das primeiras quatro semanas, 39% dos integrantes do grupo da cessação gradual mantiveram distância do tabaco, contra 49% dos que largaram o cigarro abruptamente, ou cerca de 25% a mais. A diferença, no entanto, foi construída basicamente na própria data marcada para o abandono, em que uma proporção maior dos voluntários do grupo de cessação abrupta cumpriu a meta, definida como não consumir tabaco por ao menos 24 horas, do que os que adotaram a abordagem gradual.

A diferença nas tentativas de parar parece ter surgido porque as pessoas sofreram para reduzir o consumo – considera Nicola. – Mas se a pessoa de fato tentou parar, a taxa de sucesso foi igual nos dois grupos. Também observamos que mais pessoas preferiram a ideia de abandonar gradualmente, mas independentemente do que pensavam, elas eram mais propensas a parar no grupo da cessação abrupta.

Nicola destaca, porém, que o estudo foi realizado com pessoas que queriam parar de fumar logo, e por isso buscaram aconselhamento e usaram métodos de substituição de nicotina. Assim, segundo ela, para quem quer de fato abandonar o cigarro, o melhor é mesmo escolher um dia e deixar de usar tabaco completamente na data marcada.

Mas também vimos no começo do estudo que muitas pessoas não conseguem se imaginar capazes de parar completamente – ressalva. – Para essas pessoas, é muito melhor tentar reduzir o consumo do que não fazer nada, e por isso precisamos aumentar o apoio a quem quer fazer uma cessação gradual de forma a aumentar as chances delas serem bem-sucedidas.

Fonte: http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/para-parar-de-fumar-melhor-largar-cigarro-de-uma-vez-18875926


Debate online

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março 1, 2016 por Monica

No dia 02/03 às 20h o publicitário Lula Vieira vai conversar com Paula Johns, socióloga e diretora da ACT, sobre publicidade, design e beleza, e o poder de sedução dos produtos.
Participe: http://bit.ly/lulavieira

hangout2016


Campanha 2016

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fevereiro 11, 2016 por Monica

Muito bacana o apoio de pessoas como o Ricardo Boechat!
Acesse http://chn.ge/1Z83Kgu e participe da campanha!

boechat


Acesso ao Tratamento do Tabagismo

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janeiro 21, 2016 por Monica

Um artigo publicado agora em janeiro de 2016 na revista The Lancet chama a atenção para a necessidade de se intensificar os esforços globais para que os fumantes tenham acesso ao tratamento da dependência ao tabaco. Os autores apontam que apenas um em cada sete fumantes do mundo têm acesso a este tipo de tratamento, com impacto ainda maior em países de baixa e média renda. Resumo do artigo
As estratégias para apoio à cessação do tabagismo incluem intervenções mínimas, básicas, ou intensivas, a partir do tempo que o profissional de saúde dedica ao tema no contato com o paciente. A abordagem intensiva, que inclui intervenções como apoio psicológico, uso de técnicas cognitivo-comportamentais e tratamento farmacológico tem se mostrado mais eficaz que as demais.
O tratamento que combina técnicas psicológicas/comportamentais e medicação pode aumentar as chances de abandono do cigarro em mais de 70%, de acordo com análise de diversos estudos já publicados. Resumo Artigo2
Além disso, dentre as medicações disponíveis, o tratamento que combina o uso de acordo com cada caso também revelou-se mais eficaz que a monoterapia.Caderno 40

Todo esforço é válido e se o fumante encontra dificuldade em deixar de fumar deve receber apoio e tratamento adequados!
Para consultar locais de tratamento no Brasil, acesse:
http://www.actbr.org.br/tabagismo/tratamento-locais


Ano novo, roupa nova para os maços

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janeiro 6, 2016 por Monica

2016
O maço de cigarro é um artifício da indústria para atrair os olhares e desejos das pessoas.
Cigarros são vendidos estrategicamente perto de doces ou chocolates, aumentando a atratividade e a associação entre os produtos para crianças, jovens e adolescentes.
Estudos apontam que 90% dos fumantes começam a fumar antes dos 18 anos. Vamos pedir ao Poder Legislativo que aprove a lei das embalagens padronizadas evitando assim que mais jovens e adolescentes iniciem a fumar.
A proposta é tornar a embalagem igual para todas as marcas de cigarro, padronizadas em termos de forma, tamanho, modo de abertura, cor, fonte, livre de marcas, design e logos, tirando o “glamour” dos designs atraentes.
Assine a petição pela padronização dos maços de cigarro. Saiba mais aqui: limitetabaco.org.br