RSS Feed

Controle do Tabaco e Desenvolvimento

0

Março 3, 2017 by Monica

Um estudo denominado A Economia do Tabaco e Controle do Tabaco, do Instituto Nacional do Câncer do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, em colaboração com a Organização Mundial de Saúde, analisou diversos aspectos relacionados ao custo do tabagismo e impacto no desenvolvimento.

As doenças causadas pelo tabagismo representam US$ 422 bilhões em gastos em saúde anualmente, representando quase 6% dos gastos globais com saúde. Fumar causa perto de 6 milhões de mortes por ano – mais do que as mortes por HIV/Aids, tuberculose e malária combinados. E o custo econômico total do tabagismo ​após a inclusão das perdas de produtividade por morte e invalidez é de mais de US$ 1,4 trilhão por ano – equivalente em magnitude a 1,8% do PIB anual mundial.

Globalmente, a carga de saúde pública e econômica do tabaco é cada vez mais suportada pelos países de baixa e média renda, e não pelos de alta renda. Nos países ​de ​baixos e médios​ ingressos econômicos​, o fardo é mais difícil para as populações pobres e vulneráveis ​​que menos podem pagar ​pelos cuidados​ à saúde​. Embora o uso do tabaco tenha diminuído na maioria dos países de alta renda, tem ​permanecido​ estável ou​ mesmo​ aumentado em muitos países de baixa e média renda.

Atualmente, mais de 80% das mortes globais por câncer, diabetes, coração e doença pulmonar ocorrem em países de baixa e média renda, e essa disparidade provavelmente crescerá com base nos atuais padrões de uso do tabaco. Além disso, lidar com doenças relacionadas ao tabaco retira atenção e recursos de outras prioridades de saúde urgentes, limitando a capacidade de responder a doenças epidêmicas, construir sistemas de saúde sustentáveis e fornecer às pessoas serviços básicos de saúde. Uma comunidade que reduz seu consumo de tabaco é mais saudável e mais próspera.

A Agenda de Ação de Addis Abeba sobre o Financiamento para o Desenvolvimento reconhece que “as medidas fiscais e sobre os preços do tabaco podem ser um meio eficaz e importante para reduzir o consumo de tabaco e os custos dos cuidados de saúde e representar um fluxo de receitas para o desenvolvimento em muitos países”. A implementação da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco é uma das metas do Objetivo Três do Desenvolvimento Sustentável: promover a vida saudável e o bem-estar de todas as pessoas de todas as idades. A economia do controle do tabaco afeta nossas vidas diárias, nossas comunidades e nossas economias. O controle do tabagismo faz sentido não só do ponto de vista econômico e de saúde pública, mas também ​sob uma perspectiva de desenvolvimento sustentável.

Fontes:
https://blogs.worldbank.org/health/tobacco-control-saving-lives-and-driving-development
https://cancercontrol.cancer.gov/brp/tcrb/monographs/21/index.html


3° Curso a Distância em tabagismo

3

Janeiro 31, 2017 by Monica

EAD


1,1 bilhão de fumantes no mundo

0

Janeiro 19, 2017 by Monica

Você está entre eles? Ou não faz parte desta estatística?
Segundo o novo relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde, 4 entre 5 fumantes vive em países de baixa ou média renda. O uso do tabaco está mais concentrado em populações mais vulneráveis.
Ocorrem hoje 6 milhões de mortes ao ano no mundo relacionadas ao tabagismo, e este número deve subir para 8 milhões em 2030.

Enquanto todo o impacto fica com a sociedade, famílias e os próprios fumantes, a fabricante britânica de cigarros British American Tobacco (BAT), que controla a Souza Cruz, anunciou que vai comprar o controle da rival norte-americana Reynolds American por uma bagatela de cerca de US$ 50 bilhões, com o objetivo de se tornar líder nos EUA e no mercado de cigarros eletrônicos. Continuam lucrando a rodo.

Fontes:
Acesso ao relatório: http://www.who.int/tobacco/publications/economics/nci-monograph-series-21/en/
Notícia: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/01/1850478-dona-da-souza-cruz-compra-fabricante-do-cigarro-camel-por-us-494-bi.shtml?cmpid=compfb


Fim de Ano

0

dezembro 22, 2016 by Monica

Cartao2


Observatório de Oncologia

0

dezembro 15, 2016 by Monica

Apresentamos aqui o Observatório de Oncologia, que é uma iniciativa do Movimento Todos Juntos Contra o Câncer (TJCC), liderado pela Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE).

O Observatório de Oncologia é uma plataforma online e dinâmica de monitoramento de dados abertos e compartilhamento de informações relevantes da área de oncologia do Brasil.

Lá você encontra estudos interessantes sobre o panorama do Câncer no Brasil.

Conheça e entenda um pouco mais sobre a extensão deste problema em nosso país:
http://observatoriodeoncologia.com.br/


#AprovaSTF

0

novembro 21, 2016 by Monica

campanha-picole

A ACT Promoção da Saúde está lançando uma campanha em redes sociais para chamar a atenção da sociedade para o julgamento da proibição dos aditivos de sabores nos cigarros. O julgamento no Supremo Tribunal Federal está agendado para o próximo dia 30, depois da questão ficar mais de três anos parada.

A campanha, chamada #AprovaSTF, tem vídeos com depoimentos de jovens que dizem como começaram a fumar influenciados pelos cigarros com sabores, e peças que fazem a analogia entre cigarro, sorvete e balas, mostrando que tabaco não é um doce. A campanha também pede que as pessoas gravem depoimentos e mandem para a ACT.

Além de aumentar a atratividade do produto, estes sabores e aromas mascaram o gosto ruim do tabaco e acabam por facilitar a iniciação por parte de jovens. Pesquisas apontam que 90% dos fumantes começam a fumar antes dos 18 anos (OMS), e que cerca de 55% dos jovens entre 13 e 15 anos preferem cigarros com sabor (Cetab/Fiocruz).

Os aditivos em cigarros deveriam estar proibidos há três anos no Brasil, segundo a resolução RDC 14/2012, da Agência Nacional de Vigilância publicada em 2013 após uma série de audiências públicas e estudos sobre o tema. Entretanto, a resolução não chegou a entrar em vigor por causa de uma ação da Confederação Nacional da Indústria, no STF.


Dia Nacional de Combate ao Fumo

0

agosto 29, 2016 by Monica

MS_CARTAZ_DIA_NACIONAL_DE_COMBATE_AO_FUMO_64x46cm


17 mil pessoas não ouvidas pelo CONAR

0

agosto 15, 2016 by Monica

Lamentamos a decisão do CONAR de arquivar o processo contra a campanha “Imposto Cresce, Crime Agradece”. Além de inúmeras reclamações feitas por consumidores ao CONAR, cerca de 17000 pessoas já se manifestaram contra a campanha em abaixo assinado na internet.

O Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade, que tem entre seus associados duas das maiores indústrias de tabaco no Brasil, Souza Cruz e Phillip Morris, assina a campanha contra o aumento de preços e impostos dos cigarros, que foi veiculada no horário nobre da tevê. É uma clara tentativa de desinformar a população, colocando em cheque a medida mais eficaz para redução do consumo de cigarros, especialmente entre jovens e populações de menor renda: o aumento de preços e impostos. A ilegalidade deve ser combatida sem dúvida alguma, mas por meio de instrumento apropriado, como o Protocolo para eliminação do comércio ilegal de produtos de tabaco, que prevê uma série de medidas integradas para combate ao contrabando.

No dia 11 de agosto foi realizada a reunião que julgou as denúncias recebidas contra a propaganda veiculada desde maio. Apesar dos argumentos fortes e baseados em evidências apresentados pela ACT, que esteve presente ao evento, o órgão decidiu que não foram encontrados fundamentos para a manutenção das reclamações e arquivou o caso.Lembramos que na época que se discutiu a proibição da propaganda de cigarro, o CONAR foi um dos grandes opositores da medida. Foi-se um dos últimos suspiros de esperança de algum grau de efetividade deste órgão.

A ANVISA ainda pode se manifestar sobre o caso, assine a petição por meio do link:
https://www.change.org/p/anvisa-propaganda-sobre-cigarro-na-tv-retire-do-ar-o-an%C3%BAncio-da-ind%C3%BAstria-do-tabaco


Fumo na adolescência

0

junho 29, 2016 by Monica

A maior parte dos fumantes experimenta fumar e se torna dependente de cigarro ainda na adolescência. Por mais que tenhamos mais informação circulando, mais restrições ao fumo, ainda é este público que acaba cedendo à tentação de experimentar e coloca seu primeiro cigarro na boca.

Pesquisa recentemente divulgada no Brasil mostra que 1,8 milhão de adolescentes de 12 a 17 anos já usaram, pelo menos uma vez, o produto derivado do tabaco. São 18,5% os adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos que já experimentaram cigarro, constatou o Erica – Estudo de Riscos Cardiovasculares em Adolescentes, pesquisa inédita realizada pelo Ministério da Saúde e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em parceria com 33 instituições de ensino superior*.

E os preferidos dos jovens são os cigarros com sabor. Que deveriam já estar proibidos no Brasil, mas devido a uma liminar obtida pela indústria no STF continuam no mercado. E se aprimoram, juntando mais de um sabor no mesmo produto, ou criando um mix de sabores, que mascaram a realidade do tabaco. Em setembro devem se completar 3 anos que a ANVISA proibiu a adição de sabores nos cigarros e a Ministra Rosa Weber, por meio de uma liminar, impediu que a norma entrasse em vigor. Enquanto isso, o mercado de saborizados cresce, e os jovens continuam a ser fisgados para o consumo de cigarros.

* Fonte:http://www.jornalfloripa.com.br/emcimadahora/site/?p=noticias_ver&id=53110


Propaganda sobre cigarro na TV? Não ao retrocesso

0

junho 15, 2016 by Monica

O Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade, que tem entre seus associados duas das maiores indústrias de tabaco no Brasil, Souza Cruz e Phillip Morris, lançou uma campanha contra o aumento de preços e impostos dos cigarros no horário nobre da tevê. É uma clara tentativa de desinformar a população, colocando em cheque a medida mais eficaz para redução do consumo de cigarros, especialmente entre jovens e populações de menor renda: o aumento de preços e impostos. É simples, quando mais caro o produto, mais difícil o acesso. E assim deve ser porque comprovadamente o cigarro causa forte dependência, mais de 50 doenças e risco de morte.
O aumento da tributação de cigarros está previsto na Convenção Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), tratado da OMS, assinado pelo Brasil e mais 180 países. Estudo do Banco Mundial, divulgado em 2012, indica que o aumento de 10% no preço do cigarro é capaz de reduzir em cerca de 8% o consumo em países de renda média como o nosso. No Brasil, impostos mais altos contribuíram em cerca de 50% da queda da prevalência de fumantes que ocorreu entre 1989 e 2010.
O cigarro brasileiro ainda é um dos mais baratos do mundo. E os custos do tabagismo para a saúde são bem maiores do que se arrecada com impostos. Também ficamos preocupados ao ver que, após 16 anos de proibição de anúncios na TV, o cigarro voltou a ganhar destaque. Por isso, queremos que a Anvisa tome medidas para retirar o conteúdo do ar.
O contrabando é prejudicial a todos e deve ser combatido, mas este argumento não pode ser usado para evitar a adoção de importantes medidas de saúde pública no Brasil. A solução para o contrabando é o Protocolo para Eliminação do Mercado Ilícito dos Produtos de Tabaco, que tramita no Poder Executivo. A sociedade civil pressiona para que o governo ratifique o protocolo e coloque em prática suas diretrizes. A proposta está de acordo com a CQCT e traz o reconhecimento dos países signatários de que a eliminação de todas as formas de comércio ilícito de produtos de tabaco – como o contrabando, a fabricação ilícita, a falsificação são componentes essenciais para o controle do tabagismo.
Assine vc também a petição para retirada deste comercial do ar:
https://www.change.org/p/anvisa-propaganda-sobre-cigarro-na-tv-retire-do-ar-o-an%C3%BAncio-da-ind%C3%BAstria-do-tabaco